Sabe aquele livro que você descobre que existe por meio de um filme ou uma série? Bom, Sem Logo foi um desses livros. Após assistir a série: Nós somos a onda, disponível na Netflix, fiquei curioso em ler esse livro que é referenciado na série.
Basicamente sem logo é um livro baseado em fatos reais e em um conjunto de dados técnicos juntados pela autora ao longo de seu estudo para criticar a ideia e a influência enraizada da cultura das marcas em nossas vidas.
É um livro que foi publicado nos anos 2000 e que apesar de suas referências a dados obtidos naquele período, o contexto geral do livro e a ideia de demonstrar criticamente a alienação social, bem como o consumismo exagerado e sem motivo e acima de tudo a exploração da mão de obra barata e irregular de países de terceiro mundo pelos grandes detentores de marcas reconhecidas mundialmente, ainda hoje continua atual, ou seja, as situações demonstradas no livro infelizmente ainda hoje são sabidamente praticadas e existentes.
Uma das informações mais interessantes trazidas no livro são as mais inúmeras manifestações e movimentos sindicais e até mesmo tão somente de determinados grupos, pela busca de melhores condições de trabalho para as pessoas que produzem itens para as grandes marcas nas chamadas ZPE’s (Zonas de Processamento de Exportação).
Essas manifestações e movimentos podem ser vistas como verdadeiras ondas revolucionárias contra as grandes empresas e acredito que baseado nessa ideia, a Netflix tenha feito a série supra mencionada.
O DESTAQUE DO LIVRO fica pela percepção de que a cultura das marcas está tão enraizada em nosso dia a dia que nos deixamos levar por seu fascínio e assim deixamos de criticar e até mesmo investigar a origem de muitos dos produtos com os quais convivemos diariamente e além disso, ainda que saibamos a verdadeira origem e toda a história de exploração do trabalho por trás da produção de determinados itens, ainda assim não deixamos de utilizá-los ou possuí-los por tais motivos.
Concluindo, recomendo a leitura do livro e também recomendo a série da Netflix, mas já antecipo que não sugiro que ninguém seja radical ao ponto de criar novas ondas ou jogar todos os seus produtos e roupas de marca no lixo, mas sim tentem desenvolver um pensamento crítico mais apurado a partir de tais entretenimentos.
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