Esse foi sem sombra de dúvidas um dos livros mais complexos de minhas últimas leituras em termos de compreensão.
1984 é um livro que a princípio não me prendeu e acredito que por isso levei um pouco mais de tempo para concluir a leitura. Basicamente a ideia central do livro é (ao menos na minha interpretação) retratar a alienação do homem e mais do que isso, retratar o controle político e governamental sobre o homem em sua vida social, em verdade, trata-se, ao meu ver, de um retrato do controle psicológico.
O personagem principal do livro ao menos para mim não é o
homem (Winston) que figura ao longo do livro em si como protagonista, mas sim a
ideia do grande irmão, um personagem fictício que na redação original do livro é
o big brother, e isso ao ser interpretado para o nosso contexto e subconsciente
nacional, leva a imediata correlação com o programa Big Brother Brasil que
realmente retrata a questão e a sensação de estar sobre vigilância 24 horas por
dia, ou seja, no livro a ideia do grande irmão é transmitida pela compreensão
de que o ser humano em sua vida social está a todo tempo sendo vigiado e
limitado em seus atos e pensamentos.
O DESTAQUE DO LIVRO vai para as técnicas de tortura
descritas no livro, isso não é algo muito positivo digamos assim, mas com
certeza prende a atenção de qualquer leitor e mexe com os sentimentos.
Enfim, devo admitir que em relação a esse livro, não me
sinto apto e confortável a fazer uma análise crítica e vou me reter a dizer que
é um livro complexo e polêmico, visto por muitos estudiosos como uma previsão
do futuro, ou seja, o autor conseguiu em 1948 (ano em que concluiu a redação do
livro) vislumbrar que o progresso científico e tecnológico ao longo dos anos em
verdade aliena o homem cada vez mais contrariando a ideia predominante na época
de que o homem se tornaria cada vez mais independente e autônomo em suas ideias
e modos de agir.
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